Google lança seu primeiro notebook


por:  Estadão

O Google lançou ontem seu primeiro notebook próprio com Chrome OS, o Chromebook Pixel. Até agora, a empresa só havia lançado aparelhos com o sistema operacional em parceria com fabricantes de hardware, como a sul-coreana Samsung.

O grande destaque do novo notebook é a nitidez da tela, com 12,8 polegadas e resolução de 2560×1700 pixels, 239 pixels por polegada – segundo a empresa, a maior densidade já vista em um aparelho com essas medidas, incluindo o Macbook com tela retina, que tem 227 pixels por polegada). A tela do Chromebook Pixel também é sensível ao toque.

O Chromebook Pixel está sendo vendido pela loja virtual Google Play nos EUA e no Reino Unido, com preços que variam de US$ 1.299 a US$ 1.449, dependendo da configuração.

por Jassiel Cesar Postado em Economia

Preso de Portugal quer ficar na cadeia Crise tem levado prisioneiros a recusar benefício de passar até três dias em casa por semana


GENEBRA – Diante da pior crise econômica e social do país em mais de 30 anos, Portugal vive uma situação inédita: alguns dos prisioneiros que teriam direito de passar parte da pena na casa de suas famílias estão abrindo mão desse privilégio para não pesar no orçamento familiar.

A informação é de Julio Rebelo, presidente do Sindicato Independente da Guarda Prisional. Em entrevista por telefone ao Estado, Rebelo confirma que as prisões portuguesas vêm registrando um número cada vez maior de detentos que optam por ficar na cadeia. “Nunca tinha visto isso em meus quase 20 anos trabalhando no sistema carcerário”, indicou.

“Em Portugal temos um sistema que permite que certos prisioneiros possam passar até três dias da semana em casa”, explicou. “Mas, dada essa opção a alguns deles, o que verificamos é que vários têm escolhido ficar na prisão. Quando perguntamos o motivo, a resposta é muito clara: não ser um peso financeiro ainda maior para suas famílias.”

Rebelo havia causado sensação em novembro quando, numa entrevista ao jornal The New York Times, admitiu o início dessa situação. “Não temos dados exatos de quantos são esses detentos. Mas a proporção não é insignificante e revela muito da crise que vivemos. Não é normal que alguém prefira estar dentro da prisão do que em sua casa”, declarou.

Os dados sociais portugueses são, de fato, graves. O desemprego supera 16%, a terceira maior taxa da Europa, depois de Espanha e Grécia. A recessão deve aumentar em 2013, enquanto salários e aposentadorias são cortados. Ontem mesmo, o governo anunciou que a contração do PIB este ano não será de 1%, como se previa, mas de 2%. No fim de 2012, o quatro trimestre do ano registrou queda de 3,2% na economia portuguesa.

No total, o país já perdeu 2% da população, com o governo estimando que mais de 220 mil portugueses abandonaram Lisboa, Porto e cidades menores em busca de trabalho em Angola, Brasil, Alemanha e Suíça.

Partidos de oposição e sindicatos insistem que a política de austeridade tem levado o país a registrar mais um ano de recessão. Mas a União Europeia rebate que apenas continuará a liberar os recursos do resgate para Portugal se Lisboa mantiver seus planos para reduzir seu déficit.

Rebelo confessa ao Estado que a política de austeridade tem criado uma situação “crítica” nas prisões. “Além do corte no orçamento, há um número recorde de detentos.”

Hoje, mais da metade das prisões do país estão superlotadas. Três delas recebem mais que o dobro dos presos que deveriam: Angra do Heroísmo (taxa de ocupação de 251%), Elvas (234%) e Portimão (214%).

Antes da crise, o governo havia prometido a construção de dez novas prisões, com um orçamento de 700 milhões. Agora, esse projeto prevê apenas uma nova cadeia.

Rebelo teme ainda o aumento de casos de corrupção dentro da prisão, por conta da crise. Isso porque produtos de higiene e outros itens básicos começaram a ser cortados. O resultado é a ação de guardas vendendo os produtos aos detentos.

Nas 53 prisões portuguesas,segundo dados de 2012 da Direção-Geral dos Serviços Prisionais de Portugal, existem 13 mil prisioneiros, dos quais 2,5 mil estrangeiros. Segundo a entidade, 325 são brasileiros. Trata-se da segunda maior nacionalidade, superada só por Cabo Verde, com cerca de 700 prisioneiros

FONTE:ESTADÃO NEGÓCIOS

CEARÁ Imposto de Renda: gastos com saúde e educação podem ser deduzidos


CEARÁ

Imposto de Renda: gastos com saúde e educação podem ser deduzidos

Podem ser abatidos valores gastos com cuidados em saúde e investidos no pagamento da mensalidade de escola ou faculdade de dependentes legais que tenham até 24 anos

 

A Receita Federal publicou nesta terça-feira (19) as normas e os procedimentos para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2013. O prazo para entrega vai de 1º de março a 20 de abril. A declaração poderá ser entregue pela internet ou em disquete nas agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil.

O contador Clauber Castelo Braco lembra que podem ser deduzidos do Imposto de Renda as despesas com saúde e educação. Gastos com plano de saúde, até os dentários, são válidos para a dedução. Além disso, podem ser abatidos valores investidos no pagamento da mensalidade de escola ou faculdade de dependentes legais que tenham até 24 anos. Gastos com livros ou cursos particulares, como os de idioma, não contam na dedução.

Clauber lembra ainda que, para evitar problemas, o contribuinte deve declarar todos os seus bens,inclusive a compra de veículos . “Quando você compra um carro, o Detran já informa à Receita Federal. A secretaria da fazenda já fica sabendo”, diz o contador, “omitir a informação dá multa”, conclui.

Outra informação importante 

Após ter feito a declaração do IR, o contribuinte deve acompanhar o restante do processo através do site da Receita Federal até que a sua declaração conste como “processada”. Clauber Castelo Branco alerta que, caso seja identificado algum problema nos dados informados, há tempo hábil para uma correção ainda pela internet sem cair na Malha Fina e sem precisar comparecer à Receita presencialmente.

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FONTE : Jangadeiro 

por Jassiel Cesar Postado em Economia

Novo projeto soma tempo de contribuição e idade


Projeto de lei exige que a soma do tempo de contribuição e a idade do contribuinte seja de 95 anos para mulheres e 100 anos para homens

O governo federal prepara um projeto de lei que substitui o fator previdenciário por uma regra que mescla idade mínima e tempo de contribuição ao INSS para obter a aposentadoria. Apelidada de “95/105”, a fórmula exige que a soma entre o tempo de contribuição e a idade seja de 95 anos para mulheres e 105 anos para homens.

O projeto está engatilhado para o caso de o Congresso Nacional retomar a votação do fim do fator previdenciário. A estratégia é simples, como definiu um auxiliar presidencial no Palácio do Planalto: “Se o fim do fator previdenciário voltar à pauta da Câmara dos Deputados, o projeto de lei entra no topo da agenda de Dilma. Caso contrário, essa briga vai ficar para depois”.

A instituição da fórmula “95/105” está prevista em um período de médio prazo, isto é, em até 12 anos, a partir da criação do novo mecanismo.

O governo federal está preocupado com as perspectivas para o déficit da Previdência, caso o ritmo de crescimento da economia demore mais a voltar. Em 2012, o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que paga aposentadorias e pensões a 29 milhões de pessoas, fechou com um saldo negativo de R$ 40,8 bilhões.

Segundo o governo, o rombo só não tem aumentado de forma mais rápida por conta do forte crescimento do mercado de trabalho formal e do fator previdenciário. Criado nos anos 1990, o fator reduz o benefício previdenciário de quem se aposenta cedo.

Os técnicos do governo federal não apoiam o fator previdenciário, mas não escondem o fato de que o mecanismo, de fato, reduz as despesas do INSS.

O cenário ideal do governo seria substituir o fator pelo projeto que cria a regra “95/105” apenas após as eleições do ano que vem. Até lá, o Planalto pretende construir uma agenda mais próxima daquela defendida pelas centrais sindicais, que são contrárias ao fator previdenciário, e se opõem fortemente ao projeto defendido pelo governo.

A maior das entidades, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), chegou a preparar um projeto paralelo, que prevê a troca do fator previdenciário pela fórmula “85/95”. Além deste patamar, entendem as centrais, não há negociação.

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, chegou a dizer publicamente, no início do governo Dilma, que havia grande interesse do governo em acabar com o fator previdenciário, mas ele só poderia ser substituído por uma nova fórmula. Depois da aprovação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp), em abril, o ministro afirmou que a pauta seguinte do ministério seria a reforma das pensões por morte. (da Agência Estado)

O quê

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O governo federal prepara um projeto de lei para substituir o fator previdenciário por uma regra que mescle idade mínima e tempo de contribuição ao INSS para obter a aposentadoria.

18119_490736087630388_30253353_n FONTE: O POVO ONLINE

por Jassiel Cesar Postado em Economia

Reajustes do mínimo devem ser revistos


Reajuste do salário mínimo acima da inflação tem impacto nos preços. Para analistas, isso deve fazer o Governo reveja a metodologia de cálculo

O aumento do salário mínimo, com ganhos acima da inflação, foi uma das principais plataformas do Governo Lula. Na gestão Dilma, os ganhos do salário mínimo deverão permanecer, mas analistas acreditam que, agora, não mais acima da inflação, mas igualando-se a ela.

O economista Cláudio Gonçalves, professor da Trevisan Escola de Negócios e diretor da Planning e da Plurimax Assept Management, afirma que hoje se percebe que os reajustes do salário acima da inflação não foram um dos causadores da inflação. “O Governo está tentando mudar a estratégia do governo anterior de reajuste acima da inflação, o que estava levando o Brasil a ter perda de competitividade. O que a Dilma deve fazer é mudar a metodologia de cálculo do reajuste e evitar a inflação”.

Para Gonçalves, a inflação está sofrendo pressão neste início de ano por duas vertentes: alimentos e serviços não-transacionais (que não podem ser comprados fora do País, como serviço de pedreiro, encanador, cabeleireiro etc). “Esses serviços têm impulsionado a inflação nos últimos dois meses”. Com a inflação crescente, os analistas acreditam que possa haver uma mudança na politica econômica. “O Banco Central já sinaliza isso, o que pode resultar num aumento da taxa Selic ao longo deste semestre, dependendo do comportamento da inflação”. Gonçalves, no entanto, afirma que os economistas estão trabalhando um cenário menos pessimista para este primeiro semestre. A previsão, segundo ele, é que a taxa permaneça em 7,25% e caia para 7% no segundo semestre.

Para conter a inflação, ele diz que o Governo reduziu a tarifa de energia, que tem grande impacto na economia, e passou a intervir no câmbio. “Só perceberemos o efeito dessas medidas quando nos distanciarmos mais, acredito que entre março e abril. Só aí teremos uma ideia de como a inflação vai se comportar”.

Produtividade

Carlos Matos, diretor corporativo do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (INDI), diz que é importante o Governo manter a política de crescimento do salário mínimo, mas destaca que mais importante é que ele faça uma ação articulada para que a produtividade cresça junto. “O mínimo só é sustentável se vier acompanhado de mais produtividade. Caso contrário, ele será corroído pela inflação. Já vimos isso no passado”. (Rebecca Fontes)

Saiba mais

Inadimplência começa 2013 em queda

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor abriu o ano com queda de 1,5% em janeiro de 2013, na comparação com o mês imediatamente anterior, representando o terceiro recuo mensal consecutivo. Na relação anual – janeiro deste ano contra o mesmo mês do ano passado –, a inadimplência do consumidor registrou crescimento de 12,9%.

Segundo os economistas da Serasa Experian, os principais motivos para a queda de 1,5% do indicador em janeiro são o aumento das renegociações de dívidas, os juros reduzidos, o desemprego baixo, além do menor ritmo de crescimento do endividamento no ano passado.

Como a inadimplência do consumidor está seguindo uma trajetória decrescente, este é um bom momento para o consumidor colocar sua vida financeira em ordem, ressaltam os economistas.

As dívidas não bancárias (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços) e a inadimplência com os bancos foram as responsáveis pela queda do indicador com variação negativa de 0,5% e 3,3%, contribuindo negativamente com 0,2% e 1,5%, respectivamente. Os títulos protestados apresentaram variação positiva de 14,8% (contribuição de 0,2 p.p.) e colaboraram para que o índice não caísse ainda mais em janeiro deste ano.

SALÁRIO MÍNIMO 17/02/2013

por Jassiel Cesar Postado em Economia

O Governo contra todos os males


O ano de 2012 já passou, mas os sintomas de um desempenho aquém das expectativas ainda não desapareceram da economia brasileira. As suspeitas de uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) abaixo de 1% no ano passado e a inflação fugindo do centro da meta de 4,5% acenderam o sinal de alerta de uma economia que iniciou 2013 em estado febril. Para agravar o quadro clínico, os primeiros números do novo ano apontam para um diagnóstico preocupante. Há remédio para os males da nossa economia?

Se depender das medidas anunciadas pelo Governo Federal, sim. Todavia, avaliam especialistas, as medidas para estimular a recuperação da economia são homeopáticas diante dos desafios que existem pela frente, dentre eles, registrar um “pibão”, conforme prometido pela presidente Dilma Rousseff, e não deixar a inflação fugir das rédeas de um teto de 6,5% ao ano.

Alcançar os dois objetivos não será tarefa fácil, prova disso está na série de tentativas do Governo para reanimar a economia. Desde o ano passado, setores produtivos vêm sendo beneficiados por medidas que tentam atingir as duas pontas da cadeia: aumentar o consumo dos brasileiros e induzir novos investimentos por parte dos empresários. No entanto, o que poderia ser um bom remédio não tem apresentado os resultados almejados. “As medidas são diferentes de um setor para o outro. São temporárias. A eficácia disso é incerta”, explica Mansueto Almeida, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Um exemplo é a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que beneficiou a indústria automotiva no ano passado. Conforme Almeida, além de pontual, esse tipo de medida não induz investimentos, que, por sua vez, é um pré-requisito para a retomada do crescimento do PIB. “Quando uma empresa faz um investimento, ela não pensa em um ou dois anos, ela pensa em 10 anos. Desoneração temporária não resolve esse problema. Ela ajuda nas vendas, mas em termos de investimento é dúbia”.

Pontual

De acordo Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, os estímulos do Governo para a recuperação da economia brasileira são paliativos. “A gente vem sentido que o Governo não tem um plano de médio ou longo prazo consistente. Ele vem atuando pontualmente. São medidas que não resolvem o problema de maneira definitiva. Elas apenas amenizam a situação de determinados setores em um período curto”.

Para Sérgio Melo, presidente nacional do Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças (Ibef), a falta de clareza da política econômica do Governo tem afetado a confiança dos empresários. Segundo ele, as medidas anunciadas pelo Governo são incapazes de assegurar a realização de investimentos pelo setor privado. “Não conseguiremos crescer adequadamente sem uma reforma tributária. É desestimulante pagar tanto tributo sem receber os serviços públicos adequados. Urge que se faça desoneração em todos os bens de capital, o que estimularia investimentos”, diz. (Marcelo Andrade)

 

NÚMEROS

6,5

por cento é o teto da meta inflacionária para o Brasil em 2013

4,5

por cento é o centro da meta inflacionária para o País em 2013

 
 
 
 FONTE: O povo online 
por Jassiel Cesar Postado em Economia

Só aplicações arrojadas superam inflação de janeiro


Cenário de juro baixo e inflação em alta fez com que as aplicações conservadoras tivessem um desempenho ruim no mês passado

SÃO PAULO – Os investimentos mais sofisticados foram os únicos que tiveram rendimento superior a variação da inflação oficial de janeiro. A melhor rentabilidade no mês foi dos fundos Long and Short, segundo o levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Esses fundos são da categoria multimercado e bastante arrojados. Os gestores costumam posicionar o fundo para ficar comprado nos ativos que devem subir de preço e vendido nos ativos com aposta de queda nos preços.

As aplicações mais conservadoras tiveram perdas na comparação com o IPCA. A poupança tanto a velha (com rendimento de 0,50% ao mês mais a TR) como a nova (com variação de 70% da Selic) tiveram um desempenho bem abaixo da inflação oficial.

Os resultados dos investimentos de janeiro reafirmam a tese de que o brasileiro terá de deixar a zona de conforto para ter um ganho representativo da quantia aplicada, sobretudo num cenário de inflação elevada. Isso significa que será preciso correr mais risco e alongar o prazo das aplicações.

“Estamos vivendo um momento de transição desde 2012. No fim das contas, o que fica mais claro é que obter ganhos no curto prazo fica com uma expectativa menor”, diz Carlos Massaru, vice-presidente da Anbima. “Se o investidor quiser oportunidades de rentabilidade maior, terá de correr mais risco. Isso implica na questão do prazo e, de certa forma, será preciso ter mais paciência e critério”, diz Massaru. “O brasileiro também vai ter de buscar opções menos óbvias.”

Uma das recomendações dos analistas para esse momento de inflação alta é apostar nos títulos do Tesouro da série NTN-B, cuja rentabilidade está atrelada ao IPCA. Ontem, um título da série NTN-B Principal com vencimento em agosto de 2024 estava pagando 4,15% mais a variação da inflação (6,15%), o que garantia um ganho bruto de quase 10,5% ao ano – no início da semana, o papel oferecia 3,9% mais a variação do IPCA. “Houve esse aumento até por causa da curva de inflação. Até o meio do ano, o mercado acredita que a inflação deve atingir o teto da meta, que é de 6,5%”, afirmou Roberto Indech, da equipe de equity sales do home broker Rico.

Em janeiro, o volume negociado dos papéis NTN-B teve uma elevação “significativa”, de acordo com o relatório da Anbima. O montante total foi de R$ 96,9 bilhões. O resultado apurado foi maior do que o volume somado dos títulos pré-fixados – LTN/NTN-F -, que movimentaram R$ 87,8 bilhões.

No mercado de ações, os papéis que podem se beneficiar da inflação são os das empresas de concessão de rodovia, diz Indech. “Nesse caso, o pedágio é reajustado de acordo com a inflação, seja pelo IGP-M ou IPCA”, afirma Indech.

Títulos privados. O mercado de debêntures (título de dívida emitido por empresas) também pode ser uma opção para quem deseja ter um ganho acima da inflação. “Esses papéis tendem a render mais do que o título público. Existe um risco maior, mas algumas debêntures estão atreladas ao IGP-DI, que historicamente é sempre maior do que o IPCA”, diz Otto Nogami, professor do Insper.

Na avaliação de Nogami, o investidor deve sim alongar o prazo dos investimento, “mas sempre pronto para mudar de posição.” “Não é para escolher um determinado papel e ficar ancorado nele até o fim da vida. Se o investidor quiser aumentar os seus rendimentos o máximo possível, ele tem de estar atento aos movimentos do mercado.”

Captação. Em janeiro, a indústria de fundos teve a maior captação para o mês desde o início da série histórica da Anbima, em 2002. Foram R$ 21,6 bilhões. Os dados foram divulgados ontem. O montante foi impulsionado pelos recursos nas categorias renda fixa e curto prazo. O resultado poderia ter sido melhor se R$ 6,6 bilhões não tivessem sido resgatados da categoria multimercados. Vale lembrar ainda que a poupança teve uma boa captação em janeiro – a melhor para o mês desde 2010. Segundo dados do Banco Central, ao longo do mês passado, foram feitos R$ 113 bilhões depósitos, enquanto os saques somaram R$ 110 bilhões.

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por Jassiel Cesar Postado em Economia

Fortaleza tem maior alta


Fortaleza alcançou em janeiro o maior Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre as capitais brasileiras. A capital cearense fechou o mês com taxa de 1,24% puxada principalmente pelo aumento nos preços das passagens de ônibus urbano (6%). Os dados são da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgada ontem.

No índice referente apenas ao mês de dezembro, Fortaleza também registrou a maior alta do País, com 1,36%. O segundo maior índice ficou com Belém (1,06%). O menor índice foi o de Brasília (0,49%), em razão da queda de 1,42% nas passagens aéreas, além de itens como os ônibus interestaduais, cujas tarifas apresentaram queda de 3,06%.

O INPC total apresentou variação de 0,92% em janeiro e ficou 0,18 ponto percentual acima do resultado de 0,74% de dezembro.

Essa variação, de acordo com o economista Almir Bittencourt, se deve à correlação interna de preços. Dentro dessa definição, ele explica que há probabilidade de ocorrer um comportamento de alta generalizada no Brasil. Isso poderia indicar que a inflação está se expandindo em todos os produtos. Junto a isso, ele alerta para o aumento do índice de custo de vida dos mais pobres que “estaria crescendo mais rápido que o índice médio para toda a economia”.

Poupança

Mas os efeitos da inflação oficial de Fortaleza poderão impactar negativamente aos que pretendem ou investem na poupança, por exemplo. Segundo Bittencourt, o momento não seria o ideal para o investimento, uma vez que as pessoas podem vir a perder o valor real da aplicação que fizerem.

O baixo investimento na poupança, lembra o economista, é ruim para o Brasil. “A poupança é quem financia os investimentos de um País”, reforça.

Inflação oficial

Em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referente à inflação oficial, a expansão de Fortaleza foi de 1,01% no mês, superado apenas por Belém com 1,06%.O principal impacto no índice mensal não veio do grupo dos alimentos, e sim das despesas pessoais.

Foi o item “cigarros”, que, por motivação de aumento da incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), sobre os preços finais ao consumidor, refletiu alta de 10,11% e se tornou líder dos principais impactos individuais. Bittencourt lembra que foi o setor de serviços, relacionados às despesas pessoais, que sustentou as maiores altas nos preços.

Mas os efeitos da inflação oficial de Fortaleza poderão impactar negativamente aos que pretendem ou investem na poupança, por exemplo. Conforme Almir Bittencourt, o momento não seria o ideal para o investimento, já que as pessoas podem vir a perder o valor real da aplicação que fizerem.

Onde

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e abrange nove regiões metropolitanas, além das cidades de Goiânia e de Brasília.

INFLAÇÃO 08/02/2013

Fortaleza tem maior alta

Capital fechou o mês com uma taxa de 1,24% puxada principalmente pelas passagens de ônibus urbano

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por Jassiel Cesar Postado em Economia

Cinco dicas para perder o medo da bolsa de valores e aplicar melhor o seu dinheiro


Pense rápido: qual é o melhor lugar para deixar seu dinheiro guardado? Não vale falar debaixo do colchão!

Para 44,4% dos brasileiros, é a poupança, mostrou um estudo recente do Instituto Rosenfield, encomendado pela BM&FBovespa, a principal bolsa de valores brasileira. Além disso, a poupança nunca recebeu tanto dinheiro como no ano passado: foram mais de R$ 40 bilhões.

O curioso é o seguinte: você sabe qual foi o pior investimento de 2012? Simplesmente, o investimento mais popular do Brasil: a própria poupança. Para os depósitos feitos antes da mudança das regras*, o dinheiro rendeu 5,95%. Agora, quem depositou a partir de 4 de maio, quando as novas regras passaram a valer, viu seu dinheiro render ainda menos: 3,32%.

Agora, quer saber quais foram os melhores investimentos de 2012? Títulos do Tesouro Direto* ligados à inflação (os NTN-Bs) e fundos de investimento em ações* em geral. Você já ouviu falar desses produtos financeiros? Sabe como funcionam e onde comprá-los?

Se você respondeu não a essas duas perguntas, já entendeu o que aconteceu com os brasileiros no ano passado. A falta de informação e educação financeira é o que explica o fato de não aproveitarmos bem as oportunidades de investimento que existem no mercado.

O fantasma da bolsa de valores

Os fundos de investimento em ações foram um dos melhores investimentos de 2012, mas, ainda assim, apenas 1% dos brasileiros investe na bolsa. Por que isso acontece? Por que você não investe em ações?

Eu respondo: por que você não sabe como esse mercado funciona ou por que acha que tem que ter muito dinheiro para comprar ações ou por que tem medo de perder dinheiro. Ou ainda todas as anteriores. Acertei?

Está na hora de afastar o fantasma da bolsa de valores da sua vida. Para isso, listamos cinco passos para você se familiarizar com esse mercado e ver que qualquer um pode investir em ações. É só uma questão de planejamento. Amerson Magalhães, diretor da Easyinvest (plataforma de negociação online da Título Corretora ) traz dicas preciosas para isso. Confira:

1. Não existe milagre

O primeiro passo antes de fazer qualquer investimento é não estar endividado, como é o caso de cerca de 60 milhões de brasileiros atualmente. Mas não precisa desanimar já. Veja aqui como reorganizar suas dívidas?

2. Construa uma reserva de emergência

Com as dívidas sobre controle, o primeiro que você deve fazer é para construir uma reserva de emergência, para se proteger dos imprevistos da vida.

3. Gerencie suas expectativas

Antes de começar a investir no mercado de ações, você precisa ter em mente duas regras básicas: o retorno só vem no longo prazo e não há garantia de lucro.

É preciso ter paciência e por isso é tão importante construir uma reserva financeira antes de entrar na bolsa de valores. É fundamental não contar no curto prazo com o dinheiro que você colocou em ações. Assim, você diminui a chance de ter que sacar o dinheiro aplicado em um momento de baixa do mercado, sendo obrigado a assumir eventuais prejuízos que podem, sim, acontecer.

4. Comece com fundos de investimento em ações

Você pode comprar fundos de investimento no próprio banco em que tem conta corrente. É só falar com seu gerente.

Amerson, entretanto, pondera que as taxas das corretoras de valores costumam ser mais baratas (sim, existem taxas para investir na bolsa e não tem muito como fugir delas). Além disso, as corretoras oferecem uma maior variedade de opções de investimento, como os ETFs*, uma boa pedida para quem quer começar a ter contato com ações, recomenda Amerson.

Nem é preciso falar da importância de escolher uma corretora séria. Acesse aqui uma busca de corretoras registradas na BM&FBovespa e veja também como é fácil abrir uma conta corretora, necessária para iniciar seus investimentos em ações.

5. Enfrente o seu medo

A gente aprende desde pequeno que a melhor forma de perder o medo de alguma coisa é conhecê-la melhor e encará-la de frente. Então, comece! Os fundos de investimento em ações são uma ótima porta de entrada para a bolsa, pois, com eles, você não precisa tomar decisões sem conhecer o mercado. Todo fundo possui um gestor, um profissional especializado que toma essas decisões por você.

O segundo passo é passar a olhar esse mundo novo mais de perto com ajuda do conhecimento. O próprio site da BM&FBovespa é uma ótima fonte de informações sobre o mercado acionário e possui uma área específica para investidores iniciantes.

(*) Nova regra da poupança:

Sempre que a taxa básica de juro brasileira (a famosa Selic) for igual ou menor que 8,5% (como é o caso agora!), o rendimento mensal da poupança será de 70% da Selic + TR (taxa referencial). Na regra antiga, o rendimento era de 0,5% ao mês + TR.

(*) Títulos do Tesouro Direto:

São os títulos da dívida pública, que você pode comprar diretamente do governo pela internet, nosite do Tesouro Direto. Quando você compra um título público, está emprestando dinheiro para o governo pagar uma parte da dívida que tem, a dívida pública. E quem empresta tem que pagar juros, você sabe bem como funciona. Só que, como quem está emprestando o dinheiro é você, em vez de pagar, você vai é receber os juros.

(*) Fundos de investimento em ações:

Os fundos são uma forma de popularizar e facilitar os investimentos. Funcionam como um condomínio, em que há vários participantes (os moradores) e cada um contribui com uma mensalidade. Todas essas contribuições são reunidas para comprar determinados produtos financeiros (as melhorias para o prédio) e a administração desses recursos é feita por um gestor (o síndico). Nos fundos de investimento em ações, os produtos financeiros adquiridos são as próprias ações, é claro!

(*) ETFs:

ETF é uma sigla para os chamados fundos de índice, que são um tipo de fundo de investimento. Esses fundos espelham-se em índices acionários, como o Ibovespa, e contêm as mesmas ações desses índices. Assim, se você comprar um ETF que segue o Ibovespa, pode dizer que possui um pedacinho de cada uma das ações que fazem parte do índice Ibovespa

FONTE    Yahoo noticias quero-investir-na-bolsa-de-valores  

por Jassiel Cesar Postado em Economia